terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O corpo.


Foto: Henely Avelar.
Anna deita-se de lado, a lágrima escorre de um olho ao outro, as imagens a emocionaram do começo ao fim, não pode deixar de relacionar as leituras poéticas com as imagens do filme romântico. Permaneceu em um choro quieto e sem expressões, até que o telefone a despertou de uma angústia que tinha nome, tinha forma e tinha cheiro. Ela sentia saudade e seu corpo a informava sobre tal, a posição fetal lhe fez adormecer com os olhos ardentes e seu coração a cada batida ficava mais doce.
Viva o amor dos jovens poetas !!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A descoberta.

- Hora Grave

"Quem agora chora em algum lugar do mundo,
Sem razão chora no mundo,
Chora por mim.

Quem agora ri em algum lugar na noite,
Sem razão ri dentro da noite,
Ri-se de mim.

Quem agora caminha em algum lugar no mundo,
Sem razão caminha no mundo,
Vem a mim.
Quem agora morre em algum lugar no mundo,
Sem razão morre no mundo,
Olha para mim."

Rainer Maria Rilke

(Tradução: Paulo Plínio Abreu)

Tem no colo o livro "Cartas a um jovem poeta", Rilke incrivelmente mudou seus pensamentos em apenas 2 horas da noite chuvosa de ontem, todos aguardavam o trajeto e Anna suspirava sob as palavras doces de Rilke para seu aprendiz. Quanto amor, quanta paciência e quanta solidão. Ainda arrepiada ela se sente com essa descoberta.


Bom Dia.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

As cores.



Foto: Henely Avelar.

Anna acorda todos os dias no mesmo horário, sabendo que não deveria estar indo pra lá, não obstante procura algo em que possa olhar e firmar os pés para tal propósito. Seu foco busca do bolo de fubá na mesa do café,ao arco colorido que se forma no céu devido a indecisão do tempo.

Ela sai, anda e passa pelos mesmo vizinhos e telhados a partir daí sua prisão já foi condenada, sua liberdade já esta suplantada a um horário e um sorriso montado que dura por 8 horas. Inventa caprichos, pensa em músicas e trechos que alivie o pensamento que de que deveria estar em outro lugar.

O eterno desencaixe.

Bom dia .

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O Ralo.


Na foto: Tulasi.
Anna sente a sensação de tudo escorrer, tudo passar por entre seus dedos tomando outros e novos sentidos : " O quanto da verdade aguentamos?" ele diz á ela, ele repete a cada respiração. Anna ouve, todas escutam mas será que entendem? Será que enfrentam ? Só há uma resposta, se for de todo amor, de puro amor e amizade, sim há o confronto.
Se não, o comodismo assume seus posicionamentos mais inabaláveis e escorre tudo pelo ralo, o meu ralo, o seu, qualquer ralo.
Boa Tarde minhas queridas.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A poesia.

Foto: Henely Avelar.

"Abro as veias: irreprimível,
Irrecuperável, a vida vaza.
Ponham embaixo vasos e vasilhas!
Todas as vasilhas serão rasas ... "


Marina Tsvietáieva


Um verso que o contra sujeito da noite chuvosa mostrou a Anna.
Bom Dia.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O vício.


Foto: Andrey Borges.
As vitrines estão limpas, mostram do brilho ao fosco, do médio ao luxuoso. Todos os itens tem estampados a marca globalizante da desordem que vive o mundo de hoje, Anna não pensa em viver de trapos e comer pão com manteiga, Anna compra e se veste peculiarmente a sua forma, não obstante pertence a uma bolha de questionamentos sobre o consumo e as atitudes advindas do mesmo.
Ela pensa então na seguinte frase :
"O trabalho não é a satisfação de uma necessidade, mas apenas um meio para satisfazer outras necessidades."
Marx
Tenham um Bom Dia companheiros.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A música.


Foto: Henely Avelar.
Que a música esteja na rua, no sangue da família ou no ouvido de quem não entende um Dó maior, não importa, sem ela os filmes não teriam emoção, as noites de amor não teriam calor e o choro que leva Anna a perceber sua dor não seria tão salgado.
Ecoa em seus ouvidos hoje o trecho " They don´t speak for us" até que toque os sinos as seis vezes e Anna se livre do momento de postura que lhe arde os olhos.
Bom Dia.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A mesa.


Desilusão? Desconforto? É, as possibilidades de sentimentos que podem se unir são incontáveis, a cerveja viria apenas como um gosto amargo e uma ocupação da mão, a conversa ou o olhar faz parte de um jogo que nem mesmo nome se pode dar.
Existe a necessidade em Anna de que o propósito de estar seja claro, que o contato proposital ou não, seja doce. Quando o assunto é pouco, a mentira é muita junto a pose que o ser humano persiste em manter, o sentido vira vento. E Anna pergunta, onde está a resposta? Esta na sua renúncia? Esta voando por ai como afirma as músicas Dylianas?
Que a segunda seja leve para Anna.
Foto: Andrey Borges.