sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O local.


Foto: São Paulo - Estação da Luz.
O lugar que Anna vive, faz de Anna mais doce? Não há uma concordância favorável a lugares, pessoas, fatos e desejos. Não obstante o externo lhe diz tudo, lhe causa tudo e mais um pouco.
Anna observa tudo que lhe acontece de uma maneira pesada, todos os fatos e companhias são á ela muito caros, mas e o lado de lá, retribui?
Na maioria das vezes não, mas será que o que esta a nossa frente deve realmente nos fazer bem? Será que o local e as pessoas que frequentamos tem de ser obrigatoriamente selecionados por nossos questionamentos intelectuais?
Ou tudo seria mais fácil de uma meneira que o raio X proporcionado pela leitura, pudesse ser desligado e as diferenças pudessem ser digeridas a cada nova praça que pisamos?
Anna se confunde, mas ainda não superou a síndrome de solidão e a possível intolerância que sustenta sua alma seletora.
Bom final de seman leitores.

Um comentário:

  1. Durante muito tempo - anos - eu acreditei piamente na idéia de que nós devemos sempre procurar as pessoas e os ambientes "selecionados por nossos questionamentos intelectuais". Até mesmo as mulheres com quem me envolvi durante esse período foram as chamadas "intelectuais", "alternativas" e coisa e tal. Hoje eu vejo a coisa de uma maneira um pouco diferente. Não é que eu tenha entrado numa de "qualquer pessoa vale", ou me tornado "pouco criterioso"; a diferença, porém, de ontem pra hoje, é que eu me livrei um pouco daquela noção "caricatural" de intelignência. Não é, portanto, que eu tenha deixado de me interessar por "mulheres inteligentes"... apenas me despi daquela idéia de que a inteligência só pode ser encontrada num tipo específico, que aparente isso. Percebo hoje que um "ambiente favorável" não garante que iremos encontrar pessoas bacanas e com as quais nos identifiquemos. Uma vez fui em uma festa de anarquistas, acreditando que lá encontraria pessoas boas de se conversar... e no fim das contas acabei percebendo que 70% do pessoal ali não passava de posers, isto é, que eles eram muito mais aparência do que conteúdo (sem generalizar, claro). Até mesmo uma pessoa que vai na missa todos os domingos -dependendo de quem for - pode ter uma conversa mais interessante do que um anarquista ou um alternativo caricato. Depende muito. Você estar em um "ambiente desfavorável" também não te condena definitivamente a não encontrar pessoas com idéias legais. A coisa é mais complexa e eu via tudo de forma meio simplista. Por isso, hoje, converso com pessoas de todos os tipos: cristãos, ateus, anarquistas, intelectuais, punks, comunistas, hippies, nerds etc. Desde que, claro, eu detecte inteligência, força de espírito, enfim, algo de interessante na pessoa. Tento não me prender muito à ambientes específicos e nem à "tipos específicos". Acredito que, assim, enriquecemos nossas relações e nossas experiências na vivência dessas relações.

    Muito legal seu blog :)

    Rafael Issa

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