segunda-feira, 30 de março de 2009

Vamos ?

Uma vez Anna pensou : " Por que não consigo lidar com as coisas sozinha?" E hoje eu penso em escrever essa resposta. Anna minha querida se um dia chegares a ler isso muito a sério, reflita, a sensação de vazio, de estar sem chão, não poderia vir de uma falta de movimentos ?

O que você faz para preencher sua vida que não seja relacionada ao outro ? O que você faz por si mesma? O que você ama unicamente ?

Se houvesse mais atenção a paixão que existe dentro de nós por algo, os propósitos seriam iniciados, os vazios amenizados, e principalmente, a espera pelo outro seria menos amarga, menos trêmula, menos salgada.

Eis a proposta, vamos nos apaixonar por algo, vamos proporcionar ao outro o amor (não o romântico) vamos promover a reflexão, vamos encontrar um sentido .... o que acha querida Anna ?

Isso tomará nosso tempo, isso transformará nossa rotina, isso nos fará bem ... ao menos vamos tentar que assim seja .


Tulasi.

segunda-feira, 16 de março de 2009

A noite passada.

Foto: Marcelo Vinci

Anna respirava com dificuldade, seu coração estava em um ritmo que já era de hábito ao final do dia de domingo, era a despedida e o fim de uma boa sensação que se aproximava. Abraçada ao peito de um homem uma mulher nunca se sente uma mulher, se sente apenas viva, um ser vivo, o amor tem dessas esquisitices, concordam?

As lágrimas silenciosas já não podiam ser contidas, ele olhava para o teto, tentando com carinhos leves abafar tal angústia feminina, mas já não estava em seu poder. Anna sabia do sentido total de seu pranto, mas não haviam palavras que pudessem explicar de tal maneira a ser entendida pelo o outro.

Rilke dizia que na solidão os homens aprenderiam mais sobre si e sobre como agirmos no mundo frente aos outros, mas e quando a solidão não produz nada, não produz nenhuma reflexão? Algo estará errado ? Diferentemente do que diz Sartre em "As palavras", nos conta que curamos dia a dia de neuroses e sofrimentos, não obstante nunca conseguimos nos curar de nós mesmos.

O que posso mudar com esses pensamentos? O choro e o sofrimento são flexíveis a uma mudança por vontade, por constatação? Anna não sabe as respostas, mas já constatou como todos esse martírios e sensações agem dentro dela.

Para Anna começa mais uma espera, mais uma contagem, mais uma saudade ...


Tulasi.

terça-feira, 10 de março de 2009

A ilustração.


Foto: Henely Avelar
Alguém já pensou que pode ser realmente verdade esse papo de "pensamento positivo"? Não no sentido em que o Universo conspire a seu favor para que aconteça algo desejado, mas falo mesmo é de um pensamento interno que nós próprios inventamos para nos acalmar ou manter a sanidade.
Anna me contou que por vezes (e muitas) se pega pensando coisas inúteis, impossíveis-fora suas angústias de sempre em relação as pessoas, lugares e submissões-mas o que ela quis me contar mesmo é que percebeu a existência de uma maneira além da leitura e da escrita em que ela consegue de uma certa forma "enganar" sua lamentações e angústias, ela criou um sistema de pensamento que funciona mais ou menos assim:
Quando o sentimento é referente a saudade, ela não conta mais os dias no calendário e nem fica pensando o que poderia estar acontecento se não houvesse a distância, ela pensa que existem várias coisas a serem feitas por ela até que o último risco no calendário esteja no dia esperado.
Outro exemplo, domesticar o pensamento (no sentido mais leve possível da palavra) a não esperar. Não esperar ninguem, nenhum fato, nenhuma hora, nenhum presente, nada. O que virá, o que acontecer, terá o sabor mais quente, vai fazer o coração disparar cheio de borboletas e fará um poco mais de sentido.
Anna descobriu, que para fazer sentido(TUDO) só dependerá dela, de sua razão e de como pretende conviver com o que a própria, construiu dentro de si.
Construções e Divagações.
Tulasi.