Foto: Marcelo VinciAnna respirava com dificuldade, seu coração estava em um ritmo que já era de hábito ao final do dia de domingo, era a despedida e o fim de uma boa sensação que se aproximava. Abraçada ao peito de um homem uma mulher nunca se sente uma mulher, se sente apenas viva, um ser vivo, o amor tem dessas esquisitices, concordam?
As lágrimas silenciosas já não podiam ser contidas, ele olhava para o teto, tentando com carinhos leves abafar tal angústia feminina, mas já não estava em seu poder. Anna sabia do sentido total de seu pranto, mas não haviam palavras que pudessem explicar de tal maneira a ser entendida pelo o outro.
Rilke dizia que na solidão os homens aprenderiam mais sobre si e sobre como agirmos no mundo frente aos outros, mas e quando a solidão não produz nada, não produz nenhuma reflexão? Algo estará errado ? Diferentemente do que diz Sartre em "As palavras", nos conta que curamos dia a dia de neuroses e sofrimentos, não obstante nunca conseguimos nos curar de nós mesmos.
O que posso mudar com esses pensamentos? O choro e o sofrimento são flexíveis a uma mudança por vontade, por constatação? Anna não sabe as respostas, mas já constatou como todos esse martírios e sensações agem dentro dela.
Para Anna começa mais uma espera, mais uma contagem, mais uma saudade ...
Tulasi.
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