quinta-feira, 2 de abril de 2009

Leitura.


Esse livro não poderia ter vindo de melhores mãos, a princípio se tornou algo estrangeiro para meu entendimento, mas a motivação logo surgiu de várias partes e uma segunda tentativa para entender o que o historiador egípcio quer dizer, se tornou um objetivo a ser estudado.
Começo hoje uma sequência de textos a respeito dessa obra, hoje, me proponho a escrever os propósitos apresentados no prefácio do livro, para entender essas três palavras Globalização, Democracia e Terrorismo.
As questões que o livro se foca são interligadas, a primeira é perceber a Guerra e a Paz no século XXI, em seguida voltar e atualizar nossas informações sobre o passado e o futuro dos Impérios Globais (dá uma atenção maior é claro aos EUA), logo vamos nos deparar com o Nacionalismo, o futuro da democracia liberal - a ideologia política onde o Estado não interfere na economia e nos direitos dos cidadãos - e por fim o mais atual dos assuntos, a violência e o terror.
Hobsbawm quer com esse livro analisar racionalmente e politicamente o mundo no terceiro milênio, e os problemas que estão em combate.
Apresentando alguns desses problemas temos a Globalização, para entendê-la segundo o autor é preciso estar claro que, com os mercados livres em atividade, a globalização faz disparar os números de desigualdade social nas nações, e são nessas nações que o impacto negativo da grande gama de transformações da globalização é mais sentido. Um exemplo de quem se protege dos efeitos negativos dela são empresários que podem reduzir seus gastos usando de mão de obra barata estrangeira para produzir, percebendo então que a imigrantes são grandes vítimas dessa globalização acelerada.
Outro problema abordado no prefácio e que será analisado no livro, é a Democracia nos discursos públicos ocidentais, até onde a democracia age e pratica o que conceitua. E importante lembrar que o autor não quer apresentar soluções para todos esses problemas e sim quer deixar claro , visível a situação política mundial em que vivemos no século XXI.
Os Estados Unidos da América será sempre criticado nesse livro, e o autor não faz questão nenhuma de esconder isso, Hobsbawm vem de uma formação marxista e materialista, isso vai dar fundamento a muito de seus argumentos. Os 10 capítulos do livro vão tratar especificamente do período de 2000 a 2006, e dentro desse período veremos em 2001, os EUA assumirem uma posição de hegemonia unilateral (quando o poder vem apenas de um lado) sobre o mundo, fazendo guerras e intervenções quando bem entende.
Outros problemas internacionais serão tratados nos textos, a questão do imperialismo dos direitos humanos - quando se deseja uma hegemonia para resolver conflitos através de intervenções armadas sendo humanitárias ou não.
Enfim, todo o cenário internacional será discutido nesse livro, conceitos e informações básicas de como a democracia é entendida e viabilizada no século XXI, de como as intervenções estrangeiras dispertam interesses em Impérios, os efeitos da globalização e muitas outras discussões públicas de interesse mundial serão abordadas nesse curto livro.
Apreciem.
Eric Hobsbawm - Globalização, Democracia e Terrorismo.

2 comentários:

  1. 1) Eric Hobsbawn é legal.
    2) Democracia "liberal" é ilusão.

    Pronto.
    Rafael

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  2. Bom, agora - de melhor humor - vou fazer um comentário um pouco mais decente...

    Eu acho que não dá pra desassociar globalização e terrorismo. O primeiro é o pai do segundo. Ver a questão da maneira como George Bush queria que o mundo a visse - isto é, pela dicotomização Bem (o Ocidente) x Mal (os terroristas - é uma maneira muito maniqueísta e, por consequência, muito limitada de percepção da realidade. O que eu pessoalmente penso é que a violência terrorista é uma explicitação do que, no processo de globalização, fica implícito. A globalização é, por si só, extremamente violenta... mas tenta se mascarar essa violência com mitos como "democracia", "liberdade de mercado" etc. Não que eu não seja um defensor da democracia... mas não dessa "democracia" que se fundamenta no mercado desregulado, enfim, nisso que chamamos hoje de neoliberalismo. O terrorismo é a explicitação, é o desvelamento dessa violência original, que - ao meu ver - se encontra no capitalismo. O mesmo pode ser dito quando a gente pensa, por exemplo, a questão da violência aqui no Brasil. Outro dia uma amiga minha me contou que foi assaltada saindo de sua faculdade. Logo após terminar o seu relato, ela disse o seguinte: "adivinha o que esse assaltante era? Nordestino!!! Tinha que ser nordestino!!!"... e aí me passou algo pela cabeça: essa minha amiga, com essa mentalidade preconceituosa e elitista, é muito mais responsável pela ainda deplorável situação social em que o Brasil está do que o bandido que a assaltou. Afinal o que é mais violento: o assalto (que é impulsionado por necessidades imediatas) ou o preconceito (que tá incrustado na alma)? O bandido é só a consequência do processo, "ela" (minha amiga) é a causa, a origem. A origem porque o seu preconceito representa muito bem justamente o tipo de pensamento que não nos permite avançar como nação mais justa, solidária e igualitária.

    Bjão pra você... Nausineide hehe...

    Rafael

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