
Mais uma vez fecho um livro com pesar, Ema não mais será minha companhia, o livro acabou, ficam agora as lembranças de uma corajosa mulher, em alguns momentos vi na personagem uma antiga companhia, a nossa querida menina má.
Os fins são parecidos, são trágicos, a morte as acompanha, junto a um homem fiel e apaixonado. Ema não aguenta a pressão de seus questionamentos, ela se mata, se envenena, seu desespero em muitas páginas relatou uma certa Anna.
Traiu, amou, odiou, se arrependeu, enganou, foi enganada, mas acima de tudo viveu suas angústias, correu entre as colinas para usufruir da luxúria, foi amarga, comprou, se emocionou a tal ponto de desmaiar.
Ficou doente de amor, odiou os padres, odiou a pretensão da ciência, odiou a província. Achou na morte o fim para suas angústias, uma morte feia! Negou a maternidade, algo corajoso para uma mulher, foi sincera, foi além de seu tempo.
Uma mulher marcante, nunca a esquecerei, mais um exemplo a ser pensado em meus dias de vazio.
Madame Bovary
Eu tenho esse livro, já o li (embora há muitos anos atrás) e gosto muito dele! A história de Ema Bovary é realmente vibrante, e de fato - como muito bem exposto no seu post - ela serve de inspiração para aquelas mulheres que não se conformam com uma vida banal, limitada, acorrentada à convenções. Combina bem com você :)
ResponderExcluirBelo post, dona Nausineide!
Bjão!
Ps: Acho que você se interessaria também pelos livros da Simone de Beauvoir :)
"...sabe muito bem que "a inquietação do espírito" é o preço que tem de pagar pelo seu desenvolvimento, que sua distância em relação ao objeto é o que lhe custa sua presença em si..." Simone de Beauvoir, em O Segundo Sexo, pág. 180... Ema pagou o 'preço' por ser quem é... todos nós pagaremos o nosso
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ResponderExcluircitar fernando pessoa em 'a tabacaria' seria uma reles definição para quem sou... posso ser quem quiser... na verdade, você sabe 'o que' somos... tem um 'poema' pra você... posto, depois te aviso... mas olha... você é 'estilo'... rock´n´roll... cabaret... um pequeno 'bowie' tupiniquim... e eu acho lindo isso
ResponderExcluirSó discordo quando você usa os mesmo adjetivos pro Ricardito e pro Sr. Bovary...
ResponderExcluirO primeiro, amante ativo e corajoso, consciente da insconstância de sua admirada menina má decide se entregar ao amor, mesmo tortuoso, enquanto o segundo me dá ojeriza: é um palerma. Não percebe nada o que acontece debaixo do seu nariz, não busca perceber, e quando ameaça enxergar, é passivo. Sou um tanto cruel com ele.
Quero ler novos posts!!!